ONU Mulheres pede fim do patriarcado e elogia mulheres que lutam pela democracia e por seus corpos

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Em evento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, para debater os obstáculos à igualdade de gênero, a representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, elogiou a resistência das mulheres que lutam por justiça social e por uma educação pública sem discriminação de gênero, raça e etnia Representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman elogiou protagonismo das mulheres na luta por justiça social Representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman elogiou protagonismo das mulheres na luta por justiça social Para discutir a atual situação da mulher no mundo e os obstáculos à igualdade de gênero, a ONU Mulheres promoveu na última sexta-feira (28) o evento “Por um Planeta 50-50 em 2030: Mulheres do Amanhã”. Palestras, performances e exibição de documentário movimentaram a tarde do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, para celebrar o empoderamento feminino. A representante da agência das Nações Unidas, Nadine Gasman, destacou que as mulheres “são um dos principais grupos de resistência e posturas críticas em defesa da democracia e da justiça social”. Segundo ela, para que países consigam cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que incluem a paridade entre homens e mulheres, “temos que acabar com o patriarcado”. “Aqui (no Brasil), quero registrar as ruas tomadas pelas mulheres em defesa dos seus corpos, de seus direitos contra diversas formas de violência, contra o racismo, em defesa dos territórios indígenas, pelos direitos no campo e na floresta, pela educação pública sem discriminações de gênero, raça e etnia”, ressaltou. O evento no Museu do Amanhã contou com uma apresentação inédita da nova campanha do ElesPorElas, movimento da ONU Mulheres para envolver homens e meninos na luta contra a desigualdade de gênero. O centro cultural que recebeu o “Planeta 50-50” aproveitou a ocasião para aderir à iniciativa. A nova etapa do ElesPorElas apresenta depoimentos pessoais de artistas, modelos e músicos brasileiros, como Camila Pitanga, Sheron Menezzes, Bruno Gagliasso, Preta Gil e Lea T, que falam sobre machismo e preconceito. “A gente precisa que os homens façam a sua parte”, enfatizou Nadine. Na sexta-feira, foi exibido o documentário “Precisamos falar com os homens?”, fruto de uma parceria entre a agência da ONU, o portal Papo de Homem e o Grupo Boticário. A produção aborda as consequências dos estereótipos de gênero na vida de mulheres e homens. “O documentário mostra muito abertamente que o machismo é um problema enorme para as mulheres, mas é um problema para os homens. Os homens não são capazes de expressar suas emoções, perdem a possibilidade de aproveitar a paternidade”, explicou a representante da ONU Mulheres. O filme foi realizado a partir de uma pesquisa que revelou que 81% dos homens consideram o Brasil um país machista. O levantamento apontou que determinados modelos de masculinidade são nocivos também para pessoas do sexo masculino, já que 66,5% dos entrevistados homens disseram não conversar com os amigos sobre medos e sentimentos. Cerca de 45% deles afirmaram que gostariam de se expressar de modo menos duro ou agressivo. A programação do Planeta 50-50 incluiu uma série de “talks” com ativistas, blogueiras, especialistas e formadores de opinião. Palestrantes levaram para o centro cultural pautas como discriminação racial, maternidade, empreendedorismo tecnológico, representatividade em campanhas publicitárias e educação sobre gênero.