Setor privado

O escritório de ONU Mulheres no Brasil trabalha com empresas para promover igualdade de gênero, transformar culturas organizacionais, impulsionar autonomia econômica e enfrentar estereótipos. Esse modelo combina adesão a princípios normativos, investimento direto em projetos e alianças setoriais, conectando compromissos públicos a ações práticas e resultados.

Forum WEPs 2019

Como as empresas se engajam

  • Aderindo a princípios e programas que orientam políticas internas e metas de liderança.

  • Investindo em projetos com foco em impacto, escala e inclusão.

  • Somando forças em alianças setoriais para mudar normas sociais e padrões de representação.

Eixos de atuação

Compromissos, metas e cultura organizacional

Plataformas estruturam o engajamento e ajudam empresas a traduzir compromissos em práticas.

  • Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs): o Brasil se destaca globalmente, com centenas de signatários, incluindo Caixa Econômica Federal e XP Inc.

  • Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça: mobiliza organizações como Banco do Brasil, Casa da Moeda e Eletronuclear para implementar planos de ação e eliminar discriminações no trabalho.

  • Target Gender Equality (Pacto Global da ONU): acelera avanços na presença de mulheres em cargos de alta liderança, com metas para 2025 e 2030.

Integração econômica e resposta humanitária

A ONU Mulheres conecta empresas a soluções concretas para ampliar oportunidades de trabalho digno.

  • Moverse e Empoderando Refugiadas: com Pacto Global, ACNUR e empresas como Accor, Sodexo, Lojas Renner e Hospital Albert Einstein, apoia capacitação e empregabilidade de mulheres refugiadas e migrantes, com resultados expressivos em formação técnica e inserção no mercado formal.

  • Inclusão em cadeias de suprimentos: empresas como Grupo Boticário e Johnson & Johnson revisam políticas de compras para integrar empreendedoras refugiadas e migrantes em suas cadeias de valor.

Mudança de normas sociais, comunicação e cultura

Alianças setoriais atuam sobre comunicação, consumo e cultura para reduzir preconceitos e ampliar representações responsáveis.

  • Aliança Sem Estereótipos: reúne lideranças corporativas e promove capacitação de equipes de marketing com metodologias de análise de peças publicitárias.

  • Aliança por Mais Mulheres no Audiovisual: com Instituto Mais Mulheres e produtoras como O2, Gullane, Pródigo e Conspiração, desenvolve diagnósticos e planos internos para ampliar representação interseccional.

  • Tecnologia e inclusão digital: parcerias com Nokia e Claro, como o Mulher+Tech, apoiam capacitação e inclusão digital para reduzir a lacuna de gênero em áreas de STEM.

Investimento direto e parcerias filantrópicas

O modelo se fortalece com investimentos que ampliam capacidades e sustentam ecossistemas de lideranças e organizações.

  • Instituto Lojas Renner: financia o Edital Empodera, apoiando capacidades técnicas e financeiras de organizações lideradas por mulheres negras, trans e indígenas.

  • Gucci (Chime for Change): contribui para empoderamento econômico em comunidades rurais e tradicionais, conectando geração de renda e resiliência climática.

  • Fundação Ford: apoia o fortalecimento da sociedade civil e redes de mulheres defensoras de direitos humanos.

Enfrentamento à violência contra mulheres

A ONU Mulheres mobiliza o setor privado para prevenir, responder e comunicar o enfrentamento à violência.

  • Coalizão de Empresas pelo Fim da Violência: com o Instituto Avon, engaja empresas em compromissos e respostas no ambiente de trabalho e na vida privada.

  • Maurício de Souza Produções: parceria de longo prazo para sensibilização de massa com iniciativas culturais.

  • Mídia e esportes: parcerias com TV Globo e GNT ampliam o alcance de campanhas nacionais, conectando visibilidade pública a transformação social.

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