Sociedade civil
A ONU Mulheres no Brasil atua com uma rede ampla de organizações da sociedade civil, guiada por uma abordagem interseccional que prioriza grupos historicamente marginalizados, como mulheres negras, indígenas, quilombolas, trabalhadoras domésticas e a comunidade LGBTQIAPN+. Essas parcerias fortalecem incidência política, produção de evidências, enraizamento territorial e soluções práticas, conectando agendas locais a compromissos nacionais e internacionais.
Como a ONU Mulheres coopera com a sociedade civil
Fortalece lideranças e redes para ampliar participação e proteção de defensoras.
Apoia incidência política em espaços nacionais e mecanismos internacionais de direitos humanos.
Produz e mobiliza evidências para orientar políticas públicas e mudanças institucionais.
Impulsiona soluções territoriais com foco em cuidado, trabalho decente e empoderamento de meninas.
Eixos de atuação
Mulheres indígenas e quilombolas
Parcerias voltadas a direitos territoriais, liderança política, justiça climática e proteção de defensoras.
ANMIGA: mobilização das Marchas das Mulheres Indígenas, incidência em espaços como a CEDAW e fortalecimento de candidaturas indígenas.
CONAQ: ações como o projeto Conectando Mulheres, Defendendo Direitos e integração de pautas quilombolas na Marcha das Margaridas.
APIB: apoio técnico e participação em comitês voltados à proteção de defensoras de direitos humanos.
Justiça racial e movimento de mulheres negras
Cooperação para enfrentar racismo estrutural, fortalecer participação política e qualificar a incidência internacional.
AMNB: parceria histórica para incidência em fóruns internacionais, como a CSW e o Fórum Permanente de Afrodescendentes.
Geledés, Instituto Odara e Criola: produção de evidências, capacitação em direitos humanos, advocacia internacional e monitoramento de violência contra defensoras.
Apoio à elaboração de relatórios e contribuições para mecanismos como o CERD.
Trabalho decente e economia do cuidado
Ações para empoderamento econômico, valorização do cuidado e fortalecimento de direitos trabalhistas.
FENATRAD: esforço contínuo pela ratificação da Convenção 189 da OIT e campanhas de enfrentamento ao trabalho escravo doméstico.
Rede de Ativistas do Cuidado (Belém): articulação de 16 organizações lideradas por mulheres, como CEDENPA e MMIB, contribuindo para a criação do primeiro sistema municipal de cuidados do país.
Associação de Doulas (Pará): advocacia pela valorização do trabalho de cuidado.
Esporte para o empoderamento de meninas
O esporte como ferramenta para ampliar oportunidades, capacidades e participação.
ONG Empodera: implementação de Uma Vitória Leva à Outra (OWLA), com foco em meninas em áreas vulneráveis e influência em políticas esportivas.
Defensoras de direitos humanos e diversidade
Proteção coletiva, incidência política e garantia de inclusão de direitos em recomendações e monitoramento.
Rede Brasileira de Mulheres Defensoras de Direitos Humanos: apoio ao desenho institucional da rede, que reúne mais de 60 organizações.
ABGLT e ANTRA: parcerias para assegurar que direitos de mulheres trans e travestis estejam refletidos em recomendações internacionais e em iniciativas de monitoramento da violência.
Migração, refúgio e resposta humanitária
Apoio à integração socioeconômica e ações em contextos de crise.
AVSI e SJMR: integração de mulheres venezuelanas e sensibilização sobre masculinidades em contextos de crise.
Parcerias acadêmicas e técnicas
Pesquisa, metodologia e dados para qualificar processos participativos e fortalecer agendas de governança e cuidado.
FLACSO Brasil: pesquisa e apoio metodológico em processos participativos, como as Conferências de Mulheres Indígenas.
Instituto Alziras: produção de dados sobre mulheres na política e apoio a iniciativas com foco em agendas de cuidado e fortalecimento de lideranças.