Escoteiros do Brasil aderem ao Movimento ElesPorElas HeForShe pela igualdade de gênero

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Associação agrega 75 mil jovens por meio do trabalho voluntário de cerca de 25 mil adultos em 671 cidades. Ações em parceria com a ONU Mulheres compreendem diagnóstico sobre gênero e empoderamento das mulheres nos Escoteiros do Brasil, ações formativas e atividades de mobilização social pelo fim da violência contra as mulheres e meninas e fim do racismo

 
Parceria foi celebrada durante o 25º Congresso Nacional Escoteiro, em Brasília. No dia seguinte, Beatriz Candeias, representante da WOSM – Organização Mundial do Movimento Escoteiro, feza oficina sobre mobilização do escotismo em apoio a #ElesPorElas #HeForShe
Foto: Escoteiros do Brasil   Os Escoteiros do Brasil firmaram com a ONU Mulheres Brasil adesão ao movimento global ElesPorElas HeForShe pela igualdade de gênero. A parceria foi celebrada durante o 25º Congresso Nacional Escoteiro, em 26 de abril, em Brasília. A associação agrega 75 mil jovens por meio do trabalho voluntário de cerca de 25 mil adultos em 671 cidades. Nos últimos 10 anos, o efetivo cresceu cerca de 35%, alcançando as 27 unidades federativas do Brasil. A parceria está prevista para o período de 2019 a 2020 por meio de três ações principais: diagnóstico interno, ações formativas e mobilização social. Diagnóstico sobre gênero e empoderamento das mulheres estão relacionados às medidas para aferição dos espaços de liderança ocupados por mulheres nos Escoteiros do Brasil, com vistas à composição paritária de gênero nos postos de tomada de decisão. Ações formativas envolvem abordagem das questões de igualdade de gênero, empoderamento de mulheres e meninas, masculinidades e eliminação do racismo, baseados nos currículos de Associação Mundial de Bandeirantes, do programa O Valente não é Violento e do programa Uma Vitória Leva à Outra, que desenvolve ferramentas pedagógicas para empoderamento de meninas pelo esporte. As ações de mobilização social pretendem engajar diferentes grupos sociais, com vistas à sensibilização e conscientização sob a liderança dos Escoteiros do Brasil em apoio ao movimento ElesPorElas HeForShe e a campanhas públicas do Secretário-Geral da ONU “UNA-SE pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, realizada em todo mundo, e Vidas Negras, pelo fim do racismo e da violência letal contra a juventude negra, desenvolvida pela ONU Brasil. A ONU Mulheres destaca a parceria com os Escoteiros do Brasil em favor do engajamento pelos direitos das mulheres e meninas. “O movimento escoteiro tem tradição na formação de crianças e jovens para a cidadania, além de se colocar a serviço de ações solidárias em comunidades mundo afora. A adesão ao movimento ElesPorElas é um passo importante para que esta iniciativa esteja mais próxima da juventude brasileira, que trará criatividade e espontaneidade para que ElesPorElas continue a ser um movimento com conexões entre pessoas e soluções pelos direitos de mulheres e meninas”, afirma Carolina Ferracini, gerente de Projetos da ONU Mulheres Brasil para Prevenção e Eliminação da Violência contra as Mulheres. Para os Escoteiros do Brasil, o movimento ElesPorElas HeForShe é de extrema importância por estar alinhada aos valores praticados pelo escotismo. “Vamos trabalhar os tópicos em dois segmentos distintos: tanto na formação dos nossos adultos para que eles repliquem o conteúdo ao trabalhar com os jovens, como também com os próprios jovens nas atividades de nível nacional, além de também sugeriremos aos níveis regionais que façam o mesmo”, explica Fred Santos, diretor adjunto de Relações Institucionais dos Escoteiros do Brasil. “Estamos convencidos de que o tema precisa ser tratado na transversalidade, uma vez que o conceito é algo que está intrínseco à nossa filosofia, nas nossas diretrizes fundamentais. Nossa missão é dar ferramentas para que a juventude escoteira replique as ações e valores na sociedade, escola, trabalho, para que sejam agentes de transformação, e não só passivos”, completa. Conexões sociais - Em 2018, a ONU Mulheres promoveu oficinas #ElesPorElas no Jamboree – evento nacional escoteiro, ocorrido em Ribeirão Preto –, para cerca de mil crianças, adolescentes e jovens sobre direitos das mulheres e meninas, masculinidades positivas e fim do racismo. Pela primeira vez, o manual global Vozes pela Violência, desenvolvido pela ONU Mulheres e pela Associação Mundial de Bandeirantes, foi aplicado para grupo de escoteiras e escoteiros, trazendo novos elementos sobre a abordagem do conteúdo ao contexto brasileiro. Também de maneira inédita, a campanha Vidas Negras, da ONU Brasil, foi abordada para grupo de crianças, adolescentes e jovens, de diferentes localidades do país, promovendo debates e reflexões sobre o racismo, relações raciais equitativas e o fenômeno da violência letal contra a juventude negra.