Pesquisa aponta avanços e desafios da interiorização de pessoas venezuelanas no Brasil e reforça importância de políticas públicas com foco em gênero
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Relatório foi apresentado em oficina técnica em Brasília com representantes de 27 instituições públicas, sociedade civil e agências da ONU
A apresentação da pesquisa reuniu representantes do ACNUR, ONU Mulheres, UNFPA, das instituições realizadoras da pesquisa, de organizações da sociedade civil e servidoras e servidores do governo federal. Foto: ONU Mulheres/Lali Mareco
Um novo relatório lançado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ONU Mulheres e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), com o apoio do Governo de Luxemburgo, apresenta uma análise aprofundada da Estratégia de Interiorização de pessoas venezuelanas no Brasil. A pesquisa, intitulada "A Estratégia de Interiorização para Refugiadas, Refugiados e Migrantes da Venezuela no Brasil: construindo evidências para informar a formulação de políticas responsivas ao gênero", foi apresentada nesta segunda-feira (07) a cerca de 50 representantes de 27 instituições, entre ministérios, universidades, organizações da sociedade civil e agências do Sistema ONU, durante uma oficina técnica realizada em Brasília.
Segundo a especialista de Empoderamento Econômico da ONU Mulheres, Flavia Muniz, a pesquisa reforça a importância de trabalhar com base em dados sólidos. “Quem são as pessoas deixadas para trás? Sem dados e evidências robustas não temos como saber. A partir de uma perspectiva de gênero, conseguimos evidenciar que, muitas vezes, são as mulheres que enfrentam maiores barreiras. São elas que são deixadas para trás. Com essas informações, é possível orientar ações e promover ajustes para que a Estratégia de Interiorização beneficie todas as pessoas de forma mais justa e inclusiva. Estamos comprometidas com a realização da quarta onda da pesquisa, com o olhar voltado para um futuro igualitário.”
Disparidades de gênero na interiorização - A pesquisa apresentada em Brasília é um dos resultados do Programa Conjunto Moverse, iniciativa do ACNUR, da ONU Mulheres e do UNFPA, com o apoio do Governo de Luxemburgo, e está em sua terceira edição. Para esta fase, o estudo entrevistou 1.054 pessoas interiorizadas entre março de 2020 e junho de 2023, e 361 pessoas abrigadas em Roraima, entre agosto e setembro de 2023. Os dados revelam que homens e mulheres participam do processo de interiorização de maneira desigual, destacando-se os seguintes pontos:
Participantes do evento contribuíram com análises sobre os resultados e apontamentos para a construção de uma nova onda da pesquisa. Foto: ONU Mulheres/Lali Mareco
Por meio de grupos de trabalhos temáticos, foram analisados os dados apresentados pela terceira onda da pesquisa, além de elaboradas recomendações e sugestões para novos focos de investigação e aperfeiçoamento para uma nova fase de investigação, visando o aperfeiçoamento na formulação de políticas responsivas ao gênero, que alcancem a população refugiada e migrante no Brasil.
Sobre o Moverse - O Programa Conjunto Moverse é uma iniciativa implementada pela ONU Mulheres, pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), com o apoio do Governo de Luxemburgo, parceiro das instituições há seis anos na implementação de projetos voltados à construção de políticas e estratégias que promovam o empoderamento econômico, a proteção e a liderança e participação política de mulheres refugiadas e migrantes que vivem no Brasil.
Em sua nova fase, iniciada em 2024, o programa amplia seu escopo para incluir mulheres refugiadas e migrantes de diversas nacionalidades, com o objetivo de oferecer apoio técnico ao governo federal no desenvolvimento de políticas públicas sensíveis aos direitos humanos e à igualdade de gênero, além de fortalecer as capacidades de mulheres e seus coletivos para uma participação efetiva nos processos de tomada de decisão.
A apresentação da pesquisa reuniu representantes do ACNUR, ONU Mulheres, UNFPA, das instituições realizadoras da pesquisa, de organizações da sociedade civil e servidoras e servidores do governo federal. Foto: ONU Mulheres/Lali Mareco
Um novo relatório lançado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), ONU Mulheres e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), com o apoio do Governo de Luxemburgo, apresenta uma análise aprofundada da Estratégia de Interiorização de pessoas venezuelanas no Brasil. A pesquisa, intitulada "A Estratégia de Interiorização para Refugiadas, Refugiados e Migrantes da Venezuela no Brasil: construindo evidências para informar a formulação de políticas responsivas ao gênero", foi apresentada nesta segunda-feira (07) a cerca de 50 representantes de 27 instituições, entre ministérios, universidades, organizações da sociedade civil e agências do Sistema ONU, durante uma oficina técnica realizada em Brasília.
Segundo a especialista de Empoderamento Econômico da ONU Mulheres, Flavia Muniz, a pesquisa reforça a importância de trabalhar com base em dados sólidos. “Quem são as pessoas deixadas para trás? Sem dados e evidências robustas não temos como saber. A partir de uma perspectiva de gênero, conseguimos evidenciar que, muitas vezes, são as mulheres que enfrentam maiores barreiras. São elas que são deixadas para trás. Com essas informações, é possível orientar ações e promover ajustes para que a Estratégia de Interiorização beneficie todas as pessoas de forma mais justa e inclusiva. Estamos comprometidas com a realização da quarta onda da pesquisa, com o olhar voltado para um futuro igualitário.”
Disparidades de gênero na interiorização - A pesquisa apresentada em Brasília é um dos resultados do Programa Conjunto Moverse, iniciativa do ACNUR, da ONU Mulheres e do UNFPA, com o apoio do Governo de Luxemburgo, e está em sua terceira edição. Para esta fase, o estudo entrevistou 1.054 pessoas interiorizadas entre março de 2020 e junho de 2023, e 361 pessoas abrigadas em Roraima, entre agosto e setembro de 2023. Os dados revelam que homens e mulheres participam do processo de interiorização de maneira desigual, destacando-se os seguintes pontos:
- As mulheres são minoria nas modalidades de interiorização ligadas à empregabilidade: representam apenas 30% das pessoas interiorizadas via Vaga de Emprego Sinalizada (VES).
- Já nas modalidades de reunificação familiar (53,6%) e reunião social (49%), elas são maioria ou têm participação equivalente à dos homens.
- No mercado de trabalho, as mulheres enfrentam maiores taxas de desemprego e recebem, em média, remuneração inferior aos homens. Elas também estão mais presentes entre os casos de subutilização da força de trabalho.
Participantes do evento contribuíram com análises sobre os resultados e apontamentos para a construção de uma nova onda da pesquisa. Foto: ONU Mulheres/Lali Mareco
Por meio de grupos de trabalhos temáticos, foram analisados os dados apresentados pela terceira onda da pesquisa, além de elaboradas recomendações e sugestões para novos focos de investigação e aperfeiçoamento para uma nova fase de investigação, visando o aperfeiçoamento na formulação de políticas responsivas ao gênero, que alcancem a população refugiada e migrante no Brasil.
Sobre o Moverse - O Programa Conjunto Moverse é uma iniciativa implementada pela ONU Mulheres, pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), com o apoio do Governo de Luxemburgo, parceiro das instituições há seis anos na implementação de projetos voltados à construção de políticas e estratégias que promovam o empoderamento econômico, a proteção e a liderança e participação política de mulheres refugiadas e migrantes que vivem no Brasil.
Em sua nova fase, iniciada em 2024, o programa amplia seu escopo para incluir mulheres refugiadas e migrantes de diversas nacionalidades, com o objetivo de oferecer apoio técnico ao governo federal no desenvolvimento de políticas públicas sensíveis aos direitos humanos e à igualdade de gênero, além de fortalecer as capacidades de mulheres e seus coletivos para uma participação efetiva nos processos de tomada de decisão.