ONU Mulheres Brasil anuncia as 19 selecionadas para o novo Grupo Assessor da Sociedade Civil
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A ONU Mulheres Brasil anuncia as 19 pessoas selecionadas para compor o novo Grupo Assessor da Sociedade Civil (GASC), instância de consulta estruturada entre a sociedade civil e a organização. Escolhidas por meio de convocatória pública, com seleção conduzida por um comitê composto por integrantes da ONU Mulheres e da sociedade civil, as conselheiras atuarão de forma voluntária por um mandato de dois anos.
O grupo reúne lideranças e especialistas de organizações e redes feministas e de mulheres de todo o país, e sua composição reflete a diversidade das mulheres brasileiras: mulheres negras, indígenas, jovens, lésbicas e bissexuais, travestis e transexuais, lideranças de comunidades tradicionais e de religiões de matriz africana. As selecionadas trazem experiências em áreas estratégicas para o mandato da ONU Mulheres, como participação política, justiça climática, comunicação, saúde, direitos sexuais e reprodutivos, enfrentamento ao racismo, filantropia e fortalecimento de movimentos de base.
O GASC terá a missão de fornecer análises sobre a situação sociopolítica e econômica do país, assessorar o desenvolvimento de programas da ONU Mulheres e promover parcerias estratégicas para o avanço da igualdade de gênero e dos direitos das mulheres no Brasil. O diálogo estruturado com a sociedade civil é um dos pilares do trabalho da organização: são os movimentos feministas e de mulheres que dão legitimidade, enraizamento territorial e direção política às agendas de igualdade de gênero.
"A composição do novo GASC nos enche de orgulho e responsabilidade, já que a sociedade civil é a bússola que orienta nossa atuação. As 19 integrantes do novo grupo trazem expertise técnica, representatividade territorial e compromisso com as agendas que mais importam: igualdade racial, direitos sexuais e reprodutivos, justiça climática, participação política, política de cuidados. Em um momento em que os direitos das mulheres são duramente contestados, vamos construir respostas mais robustas e legítimas para os desafios que as mulheres brasileiras enfrentam”, afirmou a representante da ONU Mulheres no Brasil, Gallianne Palayret.
O Brasil implementa grupos assessores da sociedade civil desde 2013, com o último mandato encerrado em 2022. A nova composição retoma essa instância de participação e fortalece a parceria entre a ONU Mulheres e as organizações feministas e de mulheres em um momento decisivo para a agenda de gênero no país e no mundo.
Conheça as integrantes do novo GASC
- Adna Santos de Araújo — Sociedade Religiosa Ilê Axé Oyá Bagan
- Beatriz Accioly — Instituto Natura
- Carmela Morena Zigoni Pereira — Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc)
- Cynthia Mara Miranda — Comissão de Mulheres da FENAJ, Red Internacional de Periodistas con Visión de Género (RIPVG) e Rede Brasileira de Jornalistas e Comunicadoras com Visão de Gênero e Raça
- Daniela Lima Costa — Girl Up Brasil e Mulheres Negras Decidem
- Daphne Rattner — Rede pela Humanização do Parto e Nascimento (ReHuNa)
- Denise dos Anjos Mascarenha — Católicas pelo Direito de Decidir
- Gilmara Santos da Cunha — Grupo Conexão G
- Giselle Cristina dos Anjos Santos — Ativista e Pesquisadora
- Iracema Souza Silva — Fundo Agbara
- Janira Sodré Miranda — Coletiva Pretas de Angola e Articulação Nacional de Mulheres Negras
- Jovanna Cardoso da Silva — Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros (FONATRANS)
- Luísa Beatriz de Oliveira Santi — Latinas por el Clima
- Maria Sylvia Aparecida de Oliveira — Geledés – Instituto da Mulher Negra
- Michelle Ferretti — Instituto Alziras
- Telma Cristina Rocha — Fundación Avina
- Thalia da Silva — Associação de Jovens Engajamundo
- Thalia de Nazaré da Luz — Rede Nacional de Lésbicas e Mulheres Bissexuais Negras Feministas, Negras Aroeiras Instituto e Coletiva de Promotoras Legais Populares Perifa
- Watatakalu Yawalapiti — Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA)
Sobre o GASC
O Grupo Assessor da Sociedade Civil é uma instância de consulta estruturada entre a sociedade civil e a ONU Mulheres, que promove o diálogo sobre questões-chave relacionadas ao mandato da organização. A composição do grupo busca garantir a representação da diversidade das mulheres no Brasil, considerando aspectos interseccionais de regionalidade, orientação sexual, identidade de gênero, raça e etnia, geração, status de refugiada/o e/ou de migração ou apatridia, e pessoa com deficiência.
Sobre a ONU Mulheres
A ONU Mulheres existe para o progresso dos direitos das mulheres, pela igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas. Como a principal entidade das Nações Unidas para a igualdade de gênero, atuamos para transformar leis, instituições, comportamentos sociais e serviços para eliminar as desigualdades de gênero e construir um mundo mais igualitário para todas as mulheres e meninas. Para a ONU Mulheres, os direitos das mulheres e meninas estão no centro do progresso local, sempre, em todos os lugares. Porque igualdade de gênero não é só o que fazemos. É a essência de quem somos.